Quarta-Feira 17/10/2018 07:26

Se ficar preso, agente penitenciário dividirá cela 17 com Giroto e Amorim

Ações Policiais - Operação Paiol

Adilson Aparecido Brum Weis, de 55 anos, foi preso preventivamente nesta terça-feira durante a Operação Paiol, contra o PCC; “cela dos famosos” recebe presos com direito a internação especial, caso de servidores da segurança pública

Ao lado de Tânia Cristina, o agente penitenciário foi apresentado na Depac Piratininga (Foto: Bruna Kaspary)

O agente penitenciário Adilson Aparecido Brum Weis, de 55 anos, preso nesta terça-feira (12) durante operação contra o PCC (Primeiro Comando da Capital), pode ser levado para o Centro de Triagem e ocupar a mesma cela que o ex-deputado Edson Giroto (PR) e o empresário João Amorim, presos a um mês em ação da Polícia Federal.

Brum, como é conhecido, aguarda por audiência de custódia em uma cela da 3ª Delegacia de Polícia Civil. Se tiver a prisão mantida nesta quinta-feira (14), o agente penitenciário pode abrigar já a partir de amanhã a cela 17, conhecida por receber preso “famosos”, com direito a internação especial.

É na cela 17 que o ex-deputado Edson Giroto (PR) e o empresário João Amorim cumprem há um mês os mandados de prisão preventiva pela operação Lama Asfáltica. Essa é a quarta vez que os dois investigados pela Polícia Federal passam pelo presídio desde 2015, quando a operação foi desencadeada pela primeira vez.

O servidor estadual Wilson Roberto Mariano de Oliveira e empresário Flávio Henrique Scrocchio (cunhado de Giroto), também estão na cela. Além das personalidades políticas, o Centro de Triagem também abriga os ex-diretores dos presídios de regime fechado e aberto de Corumbá, Ricardo Wagner Lima Nascimento e Douglas Novaes Vila.

Os dois agentes penitenciários foram presos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em janeiro do passado, durante a Operação Xadrez. A dupla foi acusada por favorecimento de presos, corrupção e peculato, nos presídios de Corumbá - a 419 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, a cela 17, conhecida pela estadia de “famosos”, tem 20 presos. Considerados presos tranquilos, recebem dos visitantes cobertores, lençóis, itens permitidos aos demais internos.

Transferências - Conforme apurado pela Reportagem com outros agentes, o servidor foi transferido três vezes de unidades penais do Estado em apenas um ano. “Brum”, integra o quadro penitenciário há cerca de 30 anos e em datas anteriores também foi alvo de procedimentos administrativos.

Em um ano, o agente penitenciário foi transferido da Central de Monitoramento de tornozeleiras eletrônicas para Casa do Albergado e depois para o Instituto Penal, na Capital.

Segundo o Portal da Transparência do Governo do Estado, em abril o agente recebeu salário de R$ 6.637,57 mais R$ 1.370,00 em “remunerações eventuais” – pagamento de diárias, por exemplo. Com os descontos, o servidor teve depositado na conta o valor de R$ 6.433,76.

Colegas do investigado afirmam que o número de transferência em curto espaço de tempo é incomum na carreira. Os motivos que podem levar a ação, conforme eles são apenas dois: desentendimento com outros agentes ou comportamento suspeito. “Como tinha muito tempo de serviço não é difícil você acabar envolvido com algo”, afirma agente, que não quis se identificar.

Ninguém soube dizer o motivo da prisão do agente, porém a operação mirava integrantes responsáveis em armar o PCC.

Também foram preso na Operação Paiol, Tânia Cristina Lima de Moura, 46 anos, era responsável pelas finanças do PCC (Primeiro Comando da Capital) e mulher de José Cláudio Arantes, o Tio Arantes, Elvis Alves Pereira, 25 anos, e André da Silva Frotis, 26 anos.

“Opressor e em expansão” – Os mesmos agentes que comentaram sobre “Brum” se dizem preocupados com o crescimento no “recrutamento” do PCC no Estado. Segundo eles, antes os membros da facção eram divididos em grupos e espalhados em quilômetros dentre as unidades penais para impedir que tivessem “muito poder”. Entretanto, já não é possível mais adotar a estratégia.

“O preso que acaba de chegar ao presídio geralmente não é de imediato ‘assistido’ pelo Estado. Ele é ‘presa fácil’ para a facção que coloca a disposição advogados, assistência social a família e até drogas, se o encarcerado for dependente, no caso”, detalham os agentes.

Porém, ao aceitar a “ajuda” da facção o preso contrai uma dívida muito difícil de ser quitada. “Ele se torna refém lá dentro e se vê obrigado a assumir culpa, por exemplo, se um celular é encontrado numa cela. É a facção mais opressora do país”, revelam.

Instituto Penal – Antes mais concentrada na Máxima, hoje alguns membros do PCC, conforme agentes, cumprem pena no Instituto Penal de Campo Grande. O problema, é que a unidade penal é a que mais oferece oportunidade de trabalho em troca da remissão de pena aos presos. “É preocupante, pois os presos que estão em dívida com a facção e foram selecionados para trabalhar acabam sendo obrigados a desistirem da oportunidade, dando assim lugar a um membro atuante da facção”.

O cenário ainda é “favorecido”, de acordo com agentes, pela falta de efetivo diante da superlotação das unidades penais, cenário recorrente em todo o Brasil. No Presídio de Segurança Máxima, conforme os servidores, as celas deveriam abrigar cerca de 700 presos, porém a unidade tem hoje aproximadamente 2.400. O número representa um aumento de 242%.

Nos últimos anos, o IPCG vem sendo alvo constante de operação. Em julho do ano passado, a Operação Chip resultou na prisão do então diretor Fúlvio Ramires da Silva. Na data, outros três agentes foram presos, além de internos que participam de um esquema de corrupção na unidade.

Em outubro de 2017, três internos do Instituto Penal também foram apontados como líderes da quadrilha especializada no golpe do falso frete em Campo Grande. A denúncia resultou em ação do Batalhão de Batalhão de Choque na unidade. Segundo a polícia, um dos suspeitos, identificado como Ricardo de Souza, o Cabelo, é um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Mato Grosso do Sul.

Agepen – Por meio da assessoria, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que acompanha as investigações.

Além disso, esclareceu que “apoia qualquer ação que contribua para a idoneidade dos servidores da instituição e paralelamente às investigações será aberto um processo administrativo disciplinar”.

Sobre as transferências de unidades onde o agente atuava, a agência reforçou que informações como está devem ser obtidas Gaeco.

Sindicato – Ao Campo Grande News, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul, André Santiago, disse que “o órgão é a favor que qualquer atitude suspeita seja investigada, desde que o servidor tenha direito de se defender no decorrer do processo. E se provado o envolvimento com o crime, que a lei seja aplicada”.

Campo Grande News/PH

Campo Grande/MS, Ações Policiais, Operação Paiol, Recrutamento do PCC, Primeiro Comando da Capital

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